Milagre de Buenos Aires
Uma hóstia consagrada que havia caído ao chão foi colocada em água e dias depois se transformou em tecido cardíaco humano, conforme confirmado pelo Dr. Frederick Zugibe.
O Milagre
Em 18 de agosto de 1996, na paróquia de Santa Maria, em Buenos Aires, Argentina, durante a Missa das 19h, uma mulher avisou o padre Alejandro Pezet que havia encontrado uma hóstia consagrada descartada no fundo da igreja. Seguindo o procedimento, o padre a colocou num recipiente com água para que se dissolvesse. Dias depois, a hóstia não se dissolveu — transformou-se em uma substância avermelhada de aparência carnosa.
A Investigação
O então arcebispo de Buenos Aires, Dom Jorge Mario Bergoglio (futuro Papa Francisco), autorizou a investigação científica. Amostras foram enviadas ao renomado cardiologista forense Dr. Frederick Zugibe, de Nova York, sem que ele soubesse a origem do material.
O laudo do Dr. Zugibe concluiu:
- Trata-se de músculo cardíaco humano (ventrículo esquerdo)
- O tecido contém glóbulos brancos intactos, indicando que o coração estava vivo no momento da coleta
- O miocárdio apresenta sinais de intenso sofrimento e estresse, como se o coração tivesse sido submetido a grande trauma
- O sangue é do tipo AB
Quando informado da origem, o Dr. Zugibe ficou atônito, declarando que não havia explicação científica para aquilo.
Conexão com Lanciano
É notável que tanto o milagre de Lanciano (séc. VIII) quanto o de Buenos Aires (1996) apresentem as mesmas características: tecido cardíaco humano e sangue tipo AB. São milagres separados por mais de 1.200 anos, em continentes diferentes, com resultados laboratoriais idênticos.
Este milagre reforça a doutrina católica da transubstanciação: na Eucaristia, a substância do pão e do vinho é verdadeiramente convertida no Corpo e Sangue de Cristo.
Fontes e Referências
- Dr. Frederick Zugibe - Laudo cardiológico forense (1999)
- Arquidiocese de Buenos Aires - Documentação oficial
- Ron Tesoriero - Reason to Believe (2007)